ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

Enviada em 26/03/2022

Com o advento da internet, a partir do século XX, os meios de interações sociais modificaram suas características, passando para outro plano. Nesse sentido, a proporção que tais mudanças chegaram influenciam diretamente na manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados no ambiente digital, tendo em vista a falta de medidas governementais sob os algorítmos e a banalização da criticidade.

De início, é indubtável a ausência de atitudes por parte do Estado para garantir as escolhas individuais dos individuos. Nessa perspectiva, segundo os ideais do filosófo contratualis John Locke, essa conjuntura configura-se como uma quebra ao contrato social, visto que o Gorverno não exerce sua função de proporcionar o livre acesso dos cidadão sem sofrer intervenções algoríticas. Sob essa ótica, a sociedade encontra-se vulnerável no que tange o controle das escolhas na internet, o que demonstra a manipulação por esses dados corroborando para o consumismo, uma vez que só aparecem para o internauta o que de fato “interessa” do ponto de vista da máquina.

Ademais, deve-se destacar a mediocrização da criticidade hodiernamente. Assim, de acordo com a teórica política Hannah Arendt, “Banalização do Mal” é quando algo que nunca deveria ter ocorrido, mas por ter se repetido várias vezes, torna-se natural. Nesse viés, o poder crítico individual no estágil de desenvolvimento tecnológico banalizou-se em função dos meios de controle dos hábitos dos usuários virtuais, foi inserido modelos nesse ambiente que passaram despercebidos e que gerou forte impacto nas práticas dos brasileiros, em razão de serem controlados de maneira naturalizada e sem sentirem essa coerção.

Depreende-se, portanto, a imprescindibilidade de se combater esses entraves. Para isso, o poder Legislativo, maior responsável pelo sistema de articulações de normas nacionais, deve criar leis voltadas para impedir que os dados das pessoas no cenário online sejam usados para seu controle, por meio do diálogo com os donos desses algorítimos, a fim de estabeler maior poder de escolha e retornar a criticidade dos integrantes. Destarte, poder-se-á construir uma sociedade permeada pelo lado bom das modificções sofridas pelas interações sociais.