ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

Enviada em 05/09/2022

Em outubro de 1988, a sociedade conheceu um dos documentos mais importantes da história do Brasil: a Constituição Cidadã, cujo conteúdo garante o direito de liberdade a todos, inclusive, em midias sociais. Entretanto, a atual manipulação de usuários nas redes, impede que sociedade usufrua deste direito. Sob tal ótica, a solução do problema pressupõe que se combata não só a invisibilidade das vitímas desta manipulação, mas também a omissão do estado perante o assunto.

A priori, é imperioso destacar que a Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU - assegura que todos os indivíduos fazem jus à direitos básicos, como exemplo, a liberdade, que ocasiona aos jovens benefícios, como, o desenvolvimento do conhecimento intelectual e racional. Ocorre que, no Brasil, faz-se distante a vivência destes benefícios, sobretudo por conta da grande manipulação ocasionada pelas redes sociais, que corrobora a perda da liberdade individual. Portanto, caso continue como forma de tratamento a invisibilidade, os direitos firmados em 1988 permaneceram como privilégios.

Outrossim, a inércia estatal inviabiliza a melhora da situação atual. A esse respeito, o filósofo inglês John Locke criou o conceito de “Contrato social”, a partir do qual os indivíduos deveriam confiar no Estado, que, por sua vez, garantia os direitos inalienáveis à população. Todavia, a dificuldade vivenciada pelos usuários das tecnologias evidencia que o Poder Público brasileiro se mostra incapaz de cumprir o contrato de Locke, findando a uma sociedade sem a obtenção do devido apoio governamental, e sem a conclusão de seus direitos. Desse modo, enquanto se mantiver a omissão estatal, os grupos sociais utentes da internet serão obrigados a lidar com tal situação.

Destarte, é mister que medidas sejam tomadas a fim de combater a problemática. Portanto, as escolas - responsáveis pela transformação social - devem ensinar os jovens a reinvindicarem ações do estado, em relação às manipulações propositais, por meio de projetos pedagógicos, com uso da função conativa da linguagem, convencendo-os a buscarem seus direitos. A partir disso, gradualmente, romper a inércia estatal e garantir o tratamento digno previsto pelas Nações Unidas.