ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet
Enviada em 26/09/2022
Em outubro de 1988, a sociedade brasileira conheceu um dos documentos mais importantes da história do Brasil: A Constituição Cidadã, cujo conteúdo garante o direito à informação legítimas. Entretanto, a manipulação do usuário de internet através das mídias sociais, impede a conclusão deste direito. Sob tal ótica, pressupõe que se combata a propagação de informações falsas de forma proposital e, juntamente, a omissão estatal perante o assunto.
A priori, é imperioso destacar que a Declaração Universal de Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU, assegura que todos os indivíduos fazem jus a direitos básicos, como exemplo, o direito de informações legítimas, porém, a alta interferência nas redes sociais de forma manipuladora e disfarçada torna tal direito distante de ser vivenciado. Segundo a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, 93% dos usuários do celular já receberam alguma notícia falsa nas redes sociais. Nessa percepção as tecnologias que poderiam ser um meio de conhecimento, de modo gradual, se tornam desconfiáveis. Portanto, é mister a modificação da situação atual, para que os direitos de 1988 não permaneçam como privilégios.
Outrossim, a inércia estatal inviabiliza a melhoria da situação atual. A esse respeito, o filósofo inglês John Locke criou o conceito de “Contrato social”, a partir do qual os cidadãos devem confiar no Estado que, por sua vez, garante os direitos inalienáveis à população. Todavia a dificuldade vivenciada pelos usuários das tecnologias, evidencia que o Poder Público se mostra incapaz de cumprir com o contrato de Locke, findando a uma sociedade vítima de falsas informações e sem o devido apoio governamental. Desse modo, se mantiver a omissão estatal o cidadão será obrigado a conviver com tal situação.
Destarte, é mister que medidas sejam tomadas a fim de amenizar a problemática. Desse modo, as instituições escolares - responsáveis pela transformação social- devem ensinar os jovens a reivindicar melhorias em relação às manipulações, por meio de projetos pedagógicos e palestras, com o uso conativo da linguagem, convencendo-os a busca por seus direitos e autoconscientização. Feito isso, de modo gradual, romper a inércia estatal e garantir o tratamento previsto pelas Nações Unidas. deixando de ser, em breve, uma utopia.