ENEM 2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet
Enviada em 30/10/2023
Na realidade distópica “1984” de George Orwell, onde um governo totalitarista perpetua-se no poder através da manipulação de registros históricos e patrulha de pensamentos, o cidadão é instrumento de arquitetura na construção de uma sociedade oprimida, embora utópica. E na utopia de liberdade proporcionada pela acessibilidade á informação caminhamos para opressão.
Após a revolução industrial 4.0 a “técnico-informacional”, rastros de informações deixadas pelo usuário são consideradas como o “petróleo da era digital”, que serão extraídos por logarítimos codificando o comportamento mental do usuário. Conseguinte, inicia-se o fenômeno “Janela de overton” proposto por Joseph P. Overton sobre o grau de aceitabilidade da opinião pública, que são conjunto de políticas consideradas aceitáveis no momento que a opinião pública os recebe.
Isto é, através da detecção de um sentimento social, quem está no domínio informacional, consegue intervir para neutraliza-lo, além disso, deslocando a janela ocorre a manipulação de opiniões, porquanto, imagine o processo de escravidão no Brasil, que passou de aceitável pela opinião pública para totalmente inaceitável, iniciou-se com lei eusébio de queiróz, posteriormente ventre livre, sexagenário até chegar de fato na lei Áurea abolindo a escravidão. Ainda, Joseph teoriza com o estudo das circustâncias, que, em eventos catastróficos as pessoas tendem a abrir mão de seus direitos, fato experimentado na pandemia, onde em virtude de um vírus letal, mostrou-se necessário a renúncia de direitos pessoais em prol da saúde de todos.
Enfim, as ciências sociais tem mostrado a importância de aprender com fatos históricos, e citando Joseph Goebbels, ministro da propaganza nazista “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade” utilizando tal artício para aplicar o darwinismo social na população alemã. Sendo assim, na utopia da liberdade, a ruptura com a opressão acontece na educação, faz se então intermitente a intervenção com políticas públicas de educação-informação, em especial, filosófica e sociológica, proporcionando ao cidadão capacidade de questionar, refletir e hierarquizar informações, tal como a dialética de Platão.