ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 13/09/2025
“O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho.” Essa é uma das várias falas do ator americano Orson Welles sobre o acesso ao cinema às pessoas. No entanto, uma grande parcela da população brasileira não tem a o-portunidade de usufruir disso. Nesse viés, identificam-se duas problemáticas em relação a isso: a questão socioeconômica do acesso ao mundo cinematográfico no Brasil, bem como a necessidade por democratizá-lo.
Com isso, vê-se que a extensa desigualdade social no Brasil origina um forte de-sequilíbrio entre as camadas da população quanto ao acesso ao cinema. Em pri-meiro lugar, é importante ressaltar o fato que, na segunda metade do século XX, na África do Sul, o governo decidiu adotar uma política de segregação racial, de modo a separar os brancos e os negros em diversos quesitos. Semelhante a esse evento, no contexto brasileiro atual, as comunidades de baixa renda são afastadas do cine-ma brasileiro - o qual é frequentemente visitado pelos grupos de média ou alta ren-da -, de maneira a demonstrar uma falta de democratização em tal parâmetro. Des-sa forma, percebe-se que a desigualdade social é o principal obstáculo contra o a-cesso ao ambiente cinematográfico no Brasil.
Ademais, é relevante pontuar a necessidade por desenvolver um cinema demo-cratizado na nação verde-amarela. De acordo com uma publicação feita por Letícia Baptista no site da Nubank, estima-se que os preços dos ingressos para ir ao cine-ma variam entre R$12 e R$80, ou seja, uma média de R$46 por ingresso. Tais dados revelam que há uma irrelevância dada pelo mercado brasileiro ao público com ren-da baixa, de forma a segregar esse grupo e revestir a ideia de que a desigualdade social é o desafio central desse problema. A partir disso, entende-se que a popula-ção brasileira é arduamente separada dentro do universo cinematográfico.
Diante das informações mencionadas, conclui-se que a democratização do cine-ma brasileiro é algo essencial para mitigar tal problema. Sendo assim, é dever do Ministério da Cultura - órgão responsável por regulamentar a arte brasileira - pro-mover a igualdade no acesso ao cinema, por meio de campanhas de conscientiza-ção. Desse modo, as comunidades de baixa renda no Brasil poderão ser incluídas no parâmetro cinematográfico.