ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 12/09/2025

O sucesso global do filme Barbie em 2023 revelou a força do cinema como ferramenta cultural e de debate social. No entanto, no Brasil, muitos cidadãos não conseguem acessar esse direito devido à desigualdade econômica e à concentração de salas em grandes centros urbanos. A exclusão social de populações de baixa renda que não conseguem pagar ingressos. A segunda é a carência de infraestrutura em cidades pequenas, que limita a formação cultural. Assim, a democratização do cinema mostra-se um desafio urgente para a efetivação da cidadania.

Segundo o artigo 215 da Constituição Federal, o Estado deve garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura nacional. Entretanto, a realidade contradiz essa previsão, já que o cinema permanece elitizado e inacessível em muitas regiões. O preço elevado dos ingressos e a concentração das salas em shoppings reforçam a exclusão cultural, ampliando as desigualdades sociais. Logo, observa-se a necessidade de políticas públicas que transformem esse direito previsto em lei em realidade concreta para a população.

Além disso, o cineasta Glauber Rocha, expoente do Cinema Novo, defendia que o cinema deveria ser um instrumento de consciência crítica e acessível ao povo. Sua visão contrasta com a atual lógica de mercado, que restringe a experiência cinematográfica a quem pode pagar. Essa limitação não apenas reduz a diversidade de públicos, mas também enfraquece o papel transformador da sétima arte. Além disso, democratizar o acesso ao cinema é também democratizar o pensamento crítico, essencial para a construção de uma sociedade mais justa.

Portanto, cabe Ministério da Cultura, por meio de subsídios e incentivos fiscais, promover a expansão de salas populares e itinerantes em regiões periféricas e cidades menores, garantindo ingressos a preços acessíveis. O objetivo é assegurar que toda a população possa vivenciar o cinema como prática cultural formadora de cidadania. Assim, será possível concretizar os direitos constitucionais e transformar o cinema em patrimônio coletivo. Afim de todos, como no caso do filme Barbie, poderão refletir, se divertir e se reconhecer nas telas, consolidando a democratização cultural.