ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 09/09/2025

Em “Brasil: uma biografia”, Lilia Schwarcz e Heloisa Starling destacam a construção problemática da cidadania no país, na qual a legislação avançada não se efetiva plenamente. Esse cenário é evidente na democratização do acesso ao cinema, um direito constitucional frustrado pela ineficiência estatal e pela aceitação cultural passiva dessa privação.

Primordialmente, a ineficiência do Estado em aplicar leis que garantam o acesso à cultura restringe a cidadania. Seja pela má gestão de recursos ou pelo desinteresse em desenvolver regiões periféricas, uma parcela significativa da população não usufrui do cinema, como comprovam os dados oficiais: apenas 2200 salas para mais de 200 milhões de habitantes, tornando a democratização um processo lento e utópico.

Ademais, a aceitação dessa restrição provém de um ensino ineficaz, que gera desconhecimento sobre os direitos.

Analogamente a Fabiano, de “Vidas Secas”, milhões de brasileiros, por falta de conhecimento, são marginalizados. Dessa forma, o cinema é crucial não apenas como entretenimento, mas como ferramenta para alertar sobre essa marginalização e inserir os cidadãos no acesso à arte.

Portanto, a democratização do cinema carece de soluções. Cabe ao Governo Federal direcionar recursos para regiões marginalizadas, por meio de uma agenda econômica que promova o desenvolvimento sociocultural de forma que seja igualitário. Adicionalmente, o Ministério da Educação deve promover palestras e incentivar curta-metragens, em parceria com a indústria cinematográfica, para conscientizar sobre esse direito. Assim, a cidadania plena será facilitada.