ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 12/09/2025

A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos". Essa frase, da filósofa Hannah Arendt, aponta para a importância de os direitos serem mantidos na sociedade. No entanto, no que concerne à questão da democratização do acesso ao cinema no Brasil, verifica-se uma lacuna na manutenção dos direitos humanos, o que configura um grave problema. Nesse contexto, torna-se evidente como a desigualdade geográfica , bem como a desigualdade socioeconômica.

Em primeira análise, a desigualdade geográfica é um dos grandes desafios para a democratização do acesso ao cinema no Brasil. De acordo com a Agência Nacional do Cinema (ANCINE), quase 90 milhões de brasileiros vivem em cidades sem cinemas. Isso significa que a maioria do cinemas está concentrada nas grandes cidades, como São Paulo, por exemplo, fazendo o que a possibilidade de frequentar as salas de cinemas para se torne uma dificuldade toda a população. Logo, é importante resolver o problema.

Em segundo plano, a desigualdade socioeconômica também contribui para a exclusão de parcelas da população em relação ao cinema. O filme brasileiro “Que horas ela volta?” retrata as desigualdades sociais no Brasil. A obra nos mostra como lazer e cultura são dificilmente usufruídos pelas classes mais baixas. Um dos fatores dessa desigualdade deve-se ao preço dos ingressos que não é acessível para todos. Portanto, soluções devem ser criadas.

Em suma, medidas de soluções devem ser colocadas em prática. É de grande importância que o Ministério da Cultura crie e financie projetos de cinemas públicos, como, por exemplo telões em praças. Além disso, as empresas privadas, sendo elas as redes de cinema, ofereçam políticas de ingressos populares como descontos e parcerias com programas sociais. Com essas medidas a democratização do acesso ao cinema será uma realidade e o Brasil cumprirá o princípio defendido por Hannah Arendt.