ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 13/09/2025
O filósofo e polímata da Grécia Antiga, Aristóteles, defendia a importância do conhecimento para a obtenção da plenitude da essência humana. Para o filósofo, sem a cultura e a sabedoria, nada separa a espécie humana do restante dos animais - isso mostra a importância do cinema sendo uma forma de proporcionar lazer, educação e reflexão crítica, porém há ainda diversos obstáculos que impedem o acesso a esse recurso no Brasil, levando a diversos problemas como a desigualdade cultural e até mesmo representações distorcidas.
Diante desse cenário, a desigualdade cultural está relacionado a negligência governamental, faltando investimentos, como a falta de cinemas em regiões mais pobres e o custo dos ingressos de cinema. De acordo com IBGE em 2018, 39,9% das pessoas moravam em municípios sem, ao menos, um cinema. Isso pode causar a dificuldade em acessar o cinema como ferramenta de lazer, educação e reflexão contribuindo para a desigualdade cultural e o cinema não atingir seu pleno potencial transformador ( por ser um um meio de arte e entretenimento capaz de discutir questões sociais e transmitir valores).
Além disso, outro desafio enfrentado são as representações distorcidas, que acontece quando pessoas, grupos sociais, culturas, eventos ou características são retratados de maneira parcial, exagerada, estereotipada ou incorreta, reforçando os preconceitos, histórias e vivências invisíveis, falsificação histórica e impacto psicológico e social.
O enfrentamento da desigualdade cultural e das representações distorcidas no cinema depende da atuação governamental. O Estado deve adotar políticas públicas que ampliem o acesso da população às salas de exibição. Medidas como incentivos fiscais podem estimular a abertura de cinemas em regiões periféricas. projetos de cinema itinerante e ingressos a preços populares também contribuem para reduzir barreiras sociais. Além disso, é necessário investir em plataformas digitais públicas de baixo custo. Outro ponto importante é o apoio a editais que valorizem a produção de narrativas diversas, isso garante espaço a grupos historicamente marginalizados no setor audiovisual. Assim, o governo assegura acesso democrático e representações no cinema brasileiro.