ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 12/09/2025
Conforme estudos do IBGE, a renda média dos brasileiros é de R$ 1.412, enquanto o preço médio de ingressos de cinema ultrapassa R$ 30, tornando a sétima arte inacessível para grande parte da população. Nesse contexto, a democratização do acesso ao cinema é essencial para promover a inclusão cultural e valorizar a diversidade. Todavia, a invisibilidade de populações marginalizadas e a omissão estatal agravam as desigualdades, perpetuando o descaso com o direito à cultura, previsto na Constituição de 1988. Portanto, é urgente implementar medidas que garantam o acesso universal ao cinema, fortalecendo a cidadania e combatendo a exclusão social.
A renda média de R$ 1.412, segundo o IBGE, torna os ingressos de R$ 30+ inviáveis, e a Ancine indica que apenas 10% dos municípios têm salas de cinema. Isso impede que filmes como Que Horas Ela Volta?, que aborda desigualdades, cheguem às periferias, limitando a formação crítica. Para Paulo Freire, a cultura, como o cinema, promove conscientização mas a omissão estatal perpetua a exclusão de grupos marginalizados, dificultando a democratização.
Além disso, a exclusão digital reforça barreiras ao acesso. A Pesquisa TIC Domicílios (2023) mostra que 20% dos brasileiros não têm internet de qualidade, limitando o uso de plataformas como Netflix, que oferecem filmes como Bacurau. A renda de R$ 1.412 também restringe acesso a dispositivos digitais. Segundo Zygmunt Bauman, desigualdades tecnológicas agravam exclusões, e a omissão estatal falha em cumprir o direito à cultura (Declaração Universal dos Direitos Humanos, Art. 27).
Portanto, é crucial ampliar o acesso ao cinema. O governo federal deve oferecer incentivos fiscais para construir salas em periferias e regiões Norte/Nordeste. Além disso, o Ministério da Cultura deve implantar exibições gratuitas em escolas públicas com debates, como defendia Freire. Essas ações promoverão inclusão cultural e cidadania, combatendo a exclusão social.