ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 12/09/2025
A Constituição Federal de 1988, declara que o acesso à cultura é um direito de todos os cidadãos. Em contrapartida, na sociedade contemporânea está norma não é efetivamente executada. Com efeito, é fundamental combater a exclusão dos grupos que vivem na margem da sociedade, mas também a restrição cultural.
Em primeira análise, os grupos desfavorecidos são privados desse benefício cinematográfico. Segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, os civis que moram em periferias são impedidos de acessar bens culturais e sociais, reforçando a desigualdade. Isto é, pessoas sem condições econômicas, afastadas dos centros urbanos ou indivíduos que são classificados em função do seu gênero, sexo, cor e crença sofrem com a falta de acessibilidade em atividades ligadas ao lazer. Desse modo, não apenas as salas de projeção devem ser acessíveis, mas também outras manifestações culturais na mesma perspectiva.
Outrossim, as produções estrangeiras têm mais representatividade do que as obras nacionais. De acordo com o UOL (Empresa, tecnologia e serviços para a internet), apenas 13 em cada 100 exibições no Brasil apresentam longas-metragens produzidos no país. Visto isso, é evidente a baixa representatividade das criações regionais, tornando-se uma restrição artística.
Portanto, para ampliar o acesso ao audiovisual, o Ministério da Cultura – órgão responsável por promover atividades culturais –, em parceria com redes exibidoras, deve adotar medidas. Entre elas, destaca-se a implementação de ingressos populares e a construção de salas próximas à população carente, por meio de investimento público, a fim de qualquer cidadão poder usufruir desse recurso. Além disso, cabe às empresas de exibição firmarem contratos com produtoras nacionais, por meio de reuniões, com o objetivo de valorizar obras da identidade cultural do país. Tais ações contribuem para a democratização do acesso à sétima arte e garantem o cumprimento da norma prevista na Constituição Federal.