ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 14/02/2026
O acesso às expressões artísticas desde o seu princípio, na Grécia Antiga, foi destinado às elites. A desigualdade vai contra o princípio da isonomia da Constituição Brasileira de 1988 que determina o direito ao entretenimento a todos os cidadãos, pois o acesso aos cinemas no país vem deixando de ser democrático, sobretudo devido aos elevados custos e à negligência quanto ao papel do cinema como instrumento de inclusão social e formação cultural.
Em primeiro plano, cidadãos brasileiros de baixa renda são afastados do espaço cultural dados os custos associados à experiência cinematográfica , como o preço de ingressos, deslocamento aos espaços urbanos e gastos adicionais. Sob essa ótica, o filósofo alemão Walter Benjamin defende que a política tem o dever de dar voz aos esquecidos para que esses tenham a sensação de pertencimento e novas oportunidades. No entanto, o Estado brasileiro atua de maneira oposta a esse ideal, reforçando a exclusão de civis com baixo poder aquisitivo.
Ademais, o cinema exerce um papel fundamental na formação cultural e inclusão de indivíduos marginalizados. Tal perspectiva pode ser observada no livro Eu Sei Por Que o Pássaro Canta na Gaiola, de Maya Angelou, na qual, em um contexto de segregação racial estadunidense, o acesso ao cinema se configura como uma válvula de escape e forma de lazer. No contexto brasileiro, a exclusão de parcelas vulneráveis reforça desigualdades já existentes e tira o poder emancipador que a arte proporciona.
Em suma, cabe ao Ministério da Educação com instituições públicas de ensino promover excursões periódicas a salas de cinema e subsídios financeiros para ingressos via propagandas culturais no meio escolar. Assim, viabilizar uma sociedade justa e equiparada com formação crítica.