ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 15/10/2026
Em 2019, “Vingadores: Ultimate”, famosa obra cinematográfica, bateu o recorde da maior bilheteria já registrada mundialmente. Entretanto, no país, nem todos possuem acesso a tal meio comunicativo, destacando a importância do debate acerca da democratização do acesso ao cinema no Brasil. Logo, é crucial analisar tanto a desigualdade social como causa, quanto a feitichização do indivíduo como consequência.
A priori, é perceptível a desigualdade no acesso à tecnologia como a principal causa da problemática. Segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, existe uma violência simbólica na sociedade, a qual, apesar de não ser física, torna a convivência civil, de certa forma, desarmônica. Dessa forma, não ter acesso ao cinema no país, por ser uma atividade, atualmente, elitizada, constitui um tipo de violência, contrariando, assim, a Constituição. É ideal, portanto, baratear o acesso cinematográfico por meio de políticas inclusivas.
A posteriori, vale salientar a perda da singularidade individual como uma das consequências da situação. De acordo com Karl Marx, a principal característica da sociedade pós-industrial é o fetiche da mercadoria, no qual o indivíduo deixa de existir como pessoa e passa a existir como objeto. Analogamente, com a massificação do cinema e da cultura pop, a população é objetificada – a pessoa passa a ser o que assiste –, o que contribui para a alienação do ser. Visto isso, é importante haver maior investimento no cinema nacional.
A fim de que o próximo sucesso cinematográfico obtenha o maior público nacional possível, mudanças são necessárias. O Ministério da Cultura, com o apoio do Senado, ótima instituição de tomada de decisões, deve baratear o cinema no Brasil, com dias semanais nos quais o valor do ingresso seja o menor possível, objetivando, assim, que a população de baixa renda também obtenha tal acesso. Além disso, o Governo Federal deve investir, ainda mais, no cinema nacional, por meio da construção de cinemas em áreas periféricas, os quais valorizem as obras cinematográficas nacionais, contribuindo, dessa forma, para a democratização do acesso ao cinema no país como um todo.