ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 04/11/2019
O cinema mudo, da década de cinquenta, teve como principal expoente o ator e diretor Charles Chaplin. A partir dessa figura lendária na história cinematográfica, as exibições dos longa metragens tornaram-se uma oportunidade de acesso ao humor e reflexões críticas. Atualmente, as produções exibidas contam com o avanço tecnológico e a evolução do conforto e exclusividade desse serviço. Contudo, há uma desproporção entre o rápido desenvolvimento dos cinemas no Brasil e a restrição de acesso à uma parcela da sociedade. Por isso, é necessária a discussão acerca dos motivadores da segregação social nos espaços destinados a tal entretenimento e suas consequências.
Em uma primeira análise, é interessante ressaltar a prevalência dos cinemas localizados em centros urbanos que reúnem serviços exclusivos e preços de custo elevados. Tais ambientes expulsam as parcelas menos favorecidas que, devido a elitização dos espaços, se percebe impedida de de usufruir de tal lazer. Dessa forma, ambientes idealizados para o entretenimento familiar desde o cinema mudo, hoje em dia assume um caráter excludente, cujos preços de ingressos e alimentação são acrescidos anualmente.
Segundo a Constituição brasileira, o acesso ao lazer e cultura são direitos dos cidadãos, isto porque, ambos aspectos da vida em sociedade promovem o pensamento crítico e o conhecimento de mundo. Assim, a exibição de conteúdos em cinemas nacionais é uma excelente oportunidade de formar opinião e se entreter. Portanto, por ser garantia constitucional, é imprescindível a democratização do acesso ao cinema no Brasil, para que a população marginalizada não sofra com a alienação e a ausência de opinião própria.
Por isso, diante de tamanha importância social dos cinemas, é esperada uma atuação energética das instituições de poder federais e estaduais. Em nível federal, o Ministério da Cultura deve promover a construção de salas de cinema em regiões de subúrbio do país, com preços acessíveis e que ofereça boa qualidade nas exibições, com o objetivo de incentivar a população local a consumir esse tipo de lazer. Ademais, os governos estaduais devem atuar nas fiscalizações contra o abuso nos acréscimos dos valores cobrados por cinemas locais, afim de garantir a proteção ao consumidor. Dessa forma, o Brasil caminhará rumo a democratização dos espaços de cinema e honrará seus grandes idealizadores como Chaplin.