ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 05/11/2019

Com o gradativo desenvolvimento do capitalismo, ocorreu uma substituição de valores, em que o cidadão passou a ser visto como  mero consumidor. Assim, ir ao cinema, prática comum a alguns brasileiros, não é acessível para grande parte da população. Tal atividade é importante não só para entreter, mas também por fomentar o debate de temas sociais, sendo urgente sua democratização.

Antes de tudo, ressalta-se a importância do entretenimento do cinema para o bem-estar da população. De acordo com o filósofo Schopenhauer, a arte é essencial para a vida, pois alivia a angústia humana. Nesse sentido, é fundamental que todos sejam capazes de acessá-la, independentemente da condição socioeconômica. O cinema, apesar de muitas vezes diminuído em relação a outros tipos de arte, é igualmente importante, e caracteriza-se por conseguir dialogar com pessoas dos mais distintos gostos e classes sociais. Assim, em um país plural como o Brasil, é de extrema importância que todos consigam acessá-lo para aliviar os estresses do cotidiano.

Além disso, o cinema muitas vezes fomenta debates, de forma a auxiliar a percepção crítica de seus expectadores. Um exemplo é o filme “Coringa”, que, por se tratar de um personagem icônico dos quadrinhos, atraiu um grande público, e abriu a importante discussão acerca de doenças mentais. Assim, negar aos cidadãos o acesso ao cinema é também restringir tais debates a apenas uma parte da população, perpetuando a desigualdade de informação do país.

Portanto, é necessário efetivar a democratização no acesso ao cinema no Brasil. O Legislativo deve, para isso, elaborar uma lei que garanta, a todos aqueles comprovadamente de baixa renda, o direito a um ingresso gratuito por mês. Ademais, o Ministério da Educação deve promover o intermédio entre redes de cinemas e escolas, para que seus alunos sejam levados para assistir filmes que agreguem seu pensamento crítico. Dessa forma, os indivíduos voltarão a ser tratados como cidadãos, e não apenas como consumidores do sistema capitalista.