ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 04/11/2019

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, ao observar o número de indivíduos que não tem acesso ao cinema no Brasil verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrisecamente ligada à realidade do país. Nesse sentido, torna-se clara a insuficiência de estruturas públicas e a desigualdade social.

Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o país tem um sistema público eficiente. Tal fato se reflete nos escassos investimentos governamentais ofertados nas escolas e na ampliação cultural introduzindo salas de cinema no ambiente escolar, medidas que tornariam o ambiente cinematográfico mais inclusivo, medidas não eficazes devido à falta de administração por parte de algumas gestões.

Faz-se mister, ainda, salientar a desigualdade como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante do exposto, a desigualdade ainda é agente ativo na segregação da democratização brasileira. Um exemplo disso, é a difícil introdução da classe baixa nesse meio social, devido a condição financeira. Nesse sentido, medidas são necessárias para transpor barreiras à construção de um futuro igualitário e promissor.

Logo, é dever do estado em parceria com o Ministério da Eucação e Cultura (MEC), através de verbas governamentais, investir na implantação de cinemas no ambiente escolar de forma gratuita. Assim, introduzindo a família brasileira tanto na vida educandária do filho como também no ambiente cultural em forma de lazer. O fito de tal ação é oferecer um melhor suporte a todos os indivíduos e amenizando os impactos da desigualdade, fazendo com que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.