ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 04/11/2019

Segundo Steve Jobs, coofundador da Apple: ‘‘A tecnologia move o mundo’’, amplificando sua aplicabilidade, no meio cinematográfico, destaca-se a dissipação de diferentes culturas, além de proporcionar entreterimento e lazer para a população. Entretanto, a desigualdade como reflexo do capitalismo, atrelada à escassez de investimento público, refuta a ideia de mobilidade desenvolvimentista de Jobs e ascende as dificuldades de democratizar o acesso ao cinema no Brasil. Cabe ressaltar, em primeira análise, os reflexos do sistema econômico brasileiro. Nesse sentido, o raciocínio de Marx com ‘‘O capitalismo gera seu próprio coveiro’’, torna-se pertinente, visto que a acessibilidade do cinema brasileiro depende diretamente do capital, em que exclui socialmente a população pobre. Dessa maneira, nota-se o paradoxo do capitalismo, no qual visa a qualidade de vida, mas marginaliza um grupo social. Fica evidente, de mesmo modo, a escassez de investimento público no âmbito cinematográfico. Afinal, embora a Constituição de 1988 exija lazer e e entreterimento a todos cidadãos, isso na prática não acontece. Na realidade, os cinemas brasileiros dependem do setor privado, na qual opta pelo investimento no eixo Sudeste. Dessa maneira, fica clara a necessidade de atuação governamental para promover uma distribuição equitativa dos cinemas. São imprescindíveis, portanto, estratégias públicas para contornar o impasse e assim democratizar o acesso ao cinema no Brasil. Por isso, cabe à esfera Executiva, por meio do dinheiro público, investir em infraestrutura cinematográfica, como também há a necessidade de implementar dispositivos que democratize seu acesso como a ‘‘PCM’’ passe cinema mensal, um passaporte pago pelo governo para toda sociedade. Assim, o objetivo de levar cinema para todos será alcançado e a ideia de Jobs tornará-se aplicável no cenário brasileiro.