ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 04/11/2019

“Ver para prever e prever para prover”. Tal declaração proposta pelo filósofo positivista August Comte permite refletir, sobre como a democratização do acesso ao cinema no Brasil representa um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade. Nesse sentido, convém analisar como a precariedade de salas de exibição afeta a sociedade brasileira.

Em uma primeira análise, é notável que após a primeira exibição pública de cinema em 1895, o cenário passou por revoluções ao espalhar-se pelo mundo. Entretanto, o acesso a essa manifestação artística é marginalizada no Brasil. Ademais de acordo com o site de notícias G1, mais de 80% dos telespectadores de filmes não vão ao cinema. Isso corre devido a distribuição privilegiada de parques exibidores, que abrangem as áreas de renda mais elevada. À vista disso, a falta de acessibilidade da população carente se faz alarmante.

Outrossim, cabe salientar que tal contrariedade é discutida no tocante socioeconômico, porém essa questão figura-se além dessa adversativa, ao ampliar-se para o âmbito cultural, já que esse é utilizado para a exibição de conteúdos nacionais, de modo que afete a expressão artística local. Como resultante desse revés populações inteiras são excluídas dessa forma de lazer.

A fim de solucionar esse impasse, é necessária mudança em certos agentes implicados em cultura social. Portanto, entende-se como viável seguir o pensamento comteano. Logo o Ministério da Cultura, deve executar campanhas pedagógicas lúdicas, por intermédio de profissionais focados nesse assunto com o intuito de empoderar o cidadão ao mostrar a possibilidade de acesso as salas de exposição, com finalidade de criar o contato entre pessoa e espetáculo. Como resultado dessa nova perspectiva espera-se, observar o crescimento exponencial da criação de novas salas de cinema.