ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 26/02/2022

Outorgada em 1988, a Constituição Federal garante a todos o pleno acesso cultural. Conquanto, essa não é a realidade nacional, tendo em vista o precário acesso ao cinema. Nesse sentido, torna-se premente analisar os principais impasses para o cumprimento institucional: falta de planejamento governamental, assim como de adaptações para indivíduos com deficiência.

Em primeira análise, é lícito postular a precariedade na organização da União como fator propulsor desse problema. De acordo com o filosofo Thomas Hobbes, é dever do Estado o planejamento social a fim de promover o bom funcionamento. Em contrapartida, esse conceito não é aplicado, uma vez que ocorre a desigualdade na distribuição dos cinemas, com a preferência por áreas urbanizadas, como afirma a Agencia Nacional de cinema. Em decorrência disso, a população de áreas periféricas tem seus direitos violados, infelizmente. Dessa maneira, é importante a necessidade de fragmentar tal formação nociva.

Faz-se mister salientar, ainda, o despreparo das salas de cinema para receber pessoas surdas. Segundo o livro “Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, os direitos são garantidos apenas no papel, como na Constituição, entretanto esses não são aplicados no cotidiano. Pode-se notar isso na falta de adaptações cinematográficas na linguagem de libras. Desse modo, uma parte da população é excluída do âmbito cultural.

Infere-se, portanto, a necessidade de medidas aptas a proporcionar a democratização da cultura no Brasil. Logo, urge que o Ministério da Cultura, em conjunto com os Centros de Ensino Unificados (CEU´s), implante sessões de filmes nessas instituições aos finais de semana, com o intuito de propagar o acesso comum. Ademais, o Poder Legislativo, por intermedio dos tributos populacionais, deve impor a obrigatoriedade de adaptações em libras nas produções, com o objetivo de atender os diversos públicos. Dessa forma, será possível alcançar o que fora instituído na Constituição.