ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 04/11/2019

A invenção do cinema foi possibilitada graças a Revolução Industrial, marco importante na história da humanidade pois revolucionou a maneira de produzir e, além disso, promoveu diversas melhorias e inovações no campo dos meios de comunicação e de entreterimento. Atualmente, mesmo com salas de cinema espalhadas por todo o mundo, os membros mais afetados economicamente não possuem acesso às salas, como é o caso do Brasil, onde a democratização do cinema não acontece tanto pela concentração territorial dos cinemas ligado ao IDH quanto pela ineficiência do Estado de garantir o acesso à cultura.

Em primeiro plano, a concentração territorial das salas de cinema apresenta-se como um dos grandes fatores impeditivos da democratização das salas de cinema. Isso ocorre pois a maior parte dos lugares que exibem filmes encontram-se nas áreas de maior Índice de Desenvolvimento Humano, que vem sendo utilizado desde 1993 pelo Programa das Nações Unidas para o Progresso e utiliza índices de poder de compra por pessoa e escolaridade para classificar as regiões. Desse modo, muitas regiões brasileiras, principalmente as rurais e as de periferia urbana, não possuem salas de cinema. Nesse contexto, grande parte da população é restringida de ir ao cinema, o que evidencia a necessidade de ações governamentais para mudar esse fato.

Além disso, a ineficiência do Estado de garantir o acesso à cultura impede milhares de cidadãos a irem ao cinema. Isso acontece pois há uma carência de programas sociais que levem a população prejudicada financeiramente às salas de exibição de filme. Contudo, todo cidadão tem o direito de acessar a cultura. Nesse contexto, o Estado brasileiro desrespeita esse direito ao não democratizar o cinema e, consequentemente, impedem milhares de indivíduos de terem acesso à cultura

Infere-se, portanto, que a democratização das salas de cinema no Brasil é necessária. Urge, então, ao governo, entidade responsável pelo bem estar da população, incentivar a construção de cinemas nas áreas de baixo IDH, por meio de isenções fiscais para as empresas construtoras, com o objetivo de levar a exibição de filmes às áreas mais afetadas economicamente. Ademais, é imperativo que o próprio Estado, entidade responsável por garantir os direitos do cidadão, ofereça condições para as camadas mais pobres da sociedade acessarem o cinema, que pode ser feito por meio da criação de programas sociais que financiem a ida dos mais afetados financeiramente à exibição de filmes, com a finalidade de tornar o cinema um espaço ocupado por todos. Assim, pode-se ter um acesso democratizado ao cinema no país.