ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 07/11/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social se padroniza pela ausência de conflitos e problemas. Conquanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que com a falta de acometimento de capital no setor cultural, a “Democratização do acesso ao cinema no Brasil” apresenta barreiras como a escassez dessas opções de lazer nas cidades do país. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, com a finalidade do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a falta de investimentos na área da cultura deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Acerca dessa lógica, segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, contudo, isso não ocorre no Brasil. Sob essa ótica, devido à falta de atuação das autoridades, grande parte da população do país não possui como rotina de lazer a frequêntação de salas de filme, pois, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 10% das cidades brasileiras possuem local físico de acesso a cultura como o cinema. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal para acabar com a perpetuação desse quadro deletério.
Outrossim, é imperativo ressaltar que ir ao cinema é inviável para as pessoas de classe média e baixa. A partir desse pressuposto, o artigo 215, da Constituição Federal, promulgada em 1988, garante para toda população o acesso à cultura, consequentemente, às salas de filmes. No entanto, de acordo com o IBGE, mais da metade dos cinemas se localizam nas grandes metrópoles brasileiras. Ademais, aproximadamente 75% delas ficam nas regiões mais ricas das urbes. Portanto, é evidente que nem toda população tem contato com salas de filmes, isso é ocasionado por causa do sucateamento desse setor, por parte do governo.
Destarte, a fim de mitigar a não democratização do acesso ao cinema, derivado da falta de investimentos, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio das prefeituras, será revertido em maiores possibilidades de lazer à população, por meio da construção de cinemas. Os quais, se deve análisar pontos que contemplem todos os indíviduos da sociedade, para então, a instauração do edifício iniciar. Além disso, os ingressos deverão ser barateados, para que os seres humanos de classe baixa também possuam condições de frequentar as salas de filme. Assim, todos poderão assistir filmes em grandes telas e, com isso, a coletividade alcançará a Utopia de More.