ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 04/11/2019
O filme “tempos modernos”, de Charles Chaplin, revolucionou a história do cinema ao criticar o sistema de produção industrial explorador da época. Nesse contexto, fica evidente a importância desse canal na construção social do indivíduo pensante. Entretanto, a falta de infraestrutura por parte do governo à esse meio de entreterimento impede que a sociedade desfrute de seus benefícios.
A princípio, a ausência de estrutura é um empecilho na democratização ao cinema brasileiro. Consoante à teoria de “Contrato Social”, o filósofo John Locke, defende que é dever do Estado garantir recursos necessários para o desenvolvimento da nação. Porém, hodiernamente, há uma negligência governamental, na qual não oferece suporte adequado para que a população desfrute das vantagens que o cinema oferece, visto que apenas 46% da população possui algum acesso tecnológico, segundo a revista Exame. Desse modo, esse cenário contribui para a segregação de parcelas sociais.
Ademais, a falta de acesso acerca da indústria cinematográfica impossibilita que a sociedade beneficie-se dessa tecnologia. Nesse diapasão, além do papel desse canal midiático em propagar o conhecimento e, consequentemente, o senso crítico, é também, um difusor da história e hábitos de uma cultura para outra. À vista disso, esse deficit na acessibilidade promove o “Suicídio Anônimo”, defendido pelo filósofo Émile Durkheim, no qual se dá pela perda de identidade cultural. Assim, isso impede a ampla informatização dos povos.
Em suma, está clara a importância do cinema e seu entrave no âmbito brasileiro. Portanto, é imprescindível o auxílio do Ministério da Cultura, principal competência que rege os investimentos nesse setor, na disponibilização de telões, por meio de programas de “cinema ao ar livre”, gratuitos, em comunidades carentes, a fim de informatizar dessas pessoas sobre outros costumes e desenvolver o criticismo de mundo através das “telas de Chaplin”.