ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 05/11/2019

O filme brasileiro, “Nice – no coração da loucura”, retrata uma médica especialista em psiquiatria, que através da arte fez com que seus pacientes melhorassem de suas situações mentais. Assim como essa, várias outras histórias utilizaram-se de meios cinematográficos para divulgar os seus trabalhos. Entretanto, muitos brasileiros ainda não têm acesso ao cinema, o que compromete a utilização dessa ferramenta como forma de divulgar os aspectos sociais do Brasil. Sob essa ótica, cresce a relevância de debater sobre o assunto e quais as maneiras para que se amplie o seu acesso.

Primeiramente, cabe destacar que o cinema pode ser visto como uma ferramenta de aprendizado e lazer. Segundo o pensamento do filósofo Aristóteles, tudo que sabemos, aprendemos, vendo e fazendo, o que corrobora com o uso do cinema como forma de aprendizado. Ademais, é possível, utilizando-se de obras cinematográficas repassar aos alunos aspectos relevantes que foram marcantes em todo o mundo.

Em segundo lugar, vale analisar que o avanço tecnológico e o aumento no de uso de aparelhos eletrônicos fez com que o investimento em cinemas fosse reduzido. A iniciativa privada está buscando investir em plataformas digitais ou em cinemas localizados em grandes cidades. Por conseguinte, moradores de cidades menores necessitam se deslocar para algum centro urbano ou aguardar um tempo até que aquele filme seja disponibilizado de outras formas.

Portanto, é notável que muitos brasileiros precisam do cinema como forma de educação e lazer. Por isso, cabe ao Governo Federal, por intermédio do Ministério do Desenvolvimento Regional e Ministério da Educação promover parcerias com a iniciativa privada, para que os cinemas sejam utilizados pelas escolas, com sessões que os auxiliassem em seus componentes curriculares, assim fortalecendo a importância de conhecer o patrimônio histórico cultural do Brasil e do Mundo. Outrossim, a ANCINE deve realizar campanhas que estimulem o público a buscar o cinema, como ferramenta de lazer e interação social, despertando o interesse de empresários locais para que construam cinemas que atendam a demanda de suas respectivas cidades. Dessa maneira, histórias como a de Nice da Silveira, e demais outras poderão ser registradas e repassadas a todos por diversas gerações.