ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 05/11/2019

Historicamente, no final do século XIX, figuras como Lumière acreditavam que a cinematografia serviria apenas para pesquisas, sem perspectiva para o entretenimento. Nesse parâmetro, nos dias atuais, o cinema é uma das formas mais populares que a população adaptou para o lazer. Mesmo sendo algo positivo, veio com repercussões importantes a serem discutidas. Nessa perspectiva, só pessoas com alto poder de compra conseguem desfrutar de tal atividade sem contar a falta de representatividade que o elenco dos filmes possuem, no qual a maioria é branca causando um problema para a democratização do acesso ao cinema no país.

Estudos apontam que apenas 17% da população frequenta o cinema. Pessoas com uma carteira mais humilde não conseguem arcar com os altos gastos dessa atividade. De acordo com Rousseau, filósofo do Iluminismo, a desigualdade social gera conflitos. Dessa forma, priorizou-se a construção dos cinemas nas regiões de renda mais elevadas dos centros urbanos.

Segundo Edgar Morin, o cinema é um registro da realidade que leva em consideração o indivíduo, porém não é isso que acontece. Nessa perspectiva, a falta de representatividade de minorias sociais e culturais nos filmes gera uma falta de incentivo para essas pessoas de integrar-se nesse meio. O filme Pantera Negra foi um grande avanço para o inconveniente, pois constituiu com um elenco composto majoritariamente por pessoas de origem africana além de ter sido um grande sucesso nos telões.

Dessa maneira, ressalta-se que a democratização do acesso ao cinema do Brasil ainda não é uma realidade. É necessário que o estatuto governamental ajude tanto na criação de leis quanto salas de cinema que facilite o acesso para pessoas menos favorecidas. É preciso também, que o governo ajude na criação e divulgação de filmes nacionais com atores e personagens que representem as minorias     - afrodescendentes e LGBTQ+ entre outros- e que a mídia ajude a conscientizar a população do problema.