ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 05/11/2019
No programa “Choque de Cultura”, quatro pilotos de transporte alternativo debatem a cerca da sétima arte. O humor crítico das esquetes se dá dentre outros fatores pela incongruência do senso comum para com a possibilidade de um motorista de van ser um especialista de cinema. Nesse sentido, percebe-se a dinamicidade dos públicos dessas obras. Convém então discutir sobre a necessidade do acesso dessa forma de entretenimento para toda população. Para isso, é preciso combater os oligopólios das produtoras, mas também ampliar as possibilidades de aproveitar tal mídia.
Em primeiro lugar, há um problema com o domínio cultural de grandes corporações, como a Disney. Pois, segundo o proposto por Max Weber, a respeito do fato social, tem-se a conjuntura da coercitividade dos indivíduos na busca por estes sucessos de bilheterias. Desse modo, as empresas desenvolvedoras ficam livres para impor seus preços, sem que as redes de exibição possam repassar esses custos aos clientes, já que os preços dos ingressos são fixos. Assim, o lucro das salas de cinema advém majoritariamente das vendas de pipoca e refrigerante durante as sessões.
Ademais, como os lucros supracitados vêm desse consumo, as salas tendem a se concentrar em áreas onde supostamente arrecadarão mais com esse método. Por isso, os cinemas do Brasil, são tão concentrados em áreas metropolitanas e desenvolvidas.
Portanto, é mister que o Ministério da Cidadania, através da sua pasta cultural implemente o programa “Cinebus Social”. Nesse programa, alunos estagiários dos cursos audiovisuais da rede pública de ensino percorrerão as áreas necessitadas do país em um ônibus devidamente equipado, a fim de exibir filmes — nacionais e “blockbusters” — gratuitamente a todos moradores. Assim sendo, teremos não só pilotos amantes da sétima arte, mas toda uma população.