ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 05/11/2019
Conforme a Constituição Federal de 1988, importante documento jurídico nacional, no seu artigo 5, determina a todos os indivíduos o direito à igualdade, liberdade de expressão e de pensamento social. Em contrapartida, de maneira análoga a isso, prevê-se que a prerrogativa legal encontra-se distante na efetivação, o que tem crescido de forma exponencial às discussões acerca da democratização do acesso ao cinema no Brasil e somente ações divergentes devem cercear essa problemática. Nessa ótica, mediante à sociedade contemporânea, identificam-se dois fatores importantes: a inércia estatal e a insuficiência legislativa.
Em uma primeira abordagem, é notório pontuar que o despreparo cívico governamental e sua aplicação sejam um dos mediadores do problema. Prova disso, segundo a pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), em 2019, constatou-se que 12% dos indivíduos nunca assistiram filmes na tv e, aproximadamente 5% nunca frequentaram ao cinema brasileiro. Todavia, diante dessa perspectiva, evidencia-se a fragilidade do Poder Público em oferecer em oferecer um sistema econômico eficiente aos indivíduos em escala macroscópica nacional e a facilidade desse numero registrado tornar-se constante, viabilizada por negligência estatal, devido à ausência de fiscalização e administração por parte de órgãos governamentais, como também na propagação de educação sócio-cultural nas instituições, o que tem gerado uma sociedade cada vez menos analítica.
Em uma segunda abordagem, nessa assertiva, destaca-se a insuficiência legislativa que ainda é o vetor ativo desse impasse. Sob esse panorama, em consonância com o Escritor intelectual Paulo Freire e sua teoria existencialista, postula por meio da obra” Pedagogia do Oprimido”, a educação libertadora é incompatível a uma pedagogia que de, maneira coesa e mistificada, tem sido prática de dominação. Desse modo, paralelamente a essa corrente filosófica, ações estatais são imprescindíveis para garantir a transposição de obstáculos propiciados pela inércia dos fatos sobre o quadro alarmante.
Portanto, o Ministério da Educaçãoe Cultura (MEC), como instância máxima dos aspectos educacionais, deve com urgência, adotar estratégias psicopedagógicas para mitigar as dificuldades que segmentam na democratização de alunos do acesso ao cinema. Essa ação pode ser feita por meio de palestras didáticas e simpósios ministrados por especialistas no assunto, as quais elucidem a importância de combater tais atos infringíveis à esfera civil, com o objetivo de promover criticidade e educação sócio-política e cultural no ambiente escolar. Ademais, com a tentativa de promover o artigo 5 proposto pela Constituição, na efetivação, compete o Governo Federal, aliado ao Poder Legislativo, devem formular leis que ponderam uma atitude mais engajada e efetiva aos indivíduos e seus direitos.