ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 05/11/2019
O longa “A Invenção de Hugo Cabret” retrata a ascensão das adaptações de obras literárias para a sétima arte do mundo moderno: o cinema. Assim, a narrativa da obra mostra como o universo cinematográfico mudou a vida do menino Hugo. Similarmente, o apelo dos brasileiros pelo cinema vem crescendo. Todavia, o acesso à cultura do audiovisual é restringido à população urbana e àqueles com acesso à internet.
Em primeiro plano, devido ao processo de urbanização acelerada no século XX, os teatros populares, como o Cinema da Praça de Paraty, reinaugurado em 2018 após 30 anos fechado, foram substituídos por shoppings nos centros urbanos. Por certo, a deficiência ao acesso de um dos mais populares meios de informação e cultura, o cinema, nas áreas rurais e litorêneas do país, reflete nos índices de educação: segundo o Ministério da Educação e Cultura (MEC), cerca de 80% dos casos de evasão escolar do país estão presentes no Nordeste.
Ademais, consoante ao pensamento do filósofo Pierre Levy de que “toda tecnologia cria seus excluídos”, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 39% da população não possui acesso à internet. Nesse contexto, verifica-se que a globalização do cinema através de serviços de streaming, como a Netflix, exclui essa parcela da sociedade brasileira.
Portanto, fica evidente que o estado, a partir do MEC, com o apoio da Ancine, deve popularizar os teatros públicos, através de políticas públicas de investimento à cultura. Dessa maneira, a democratização do acesso ao cinema no Brasil será assegurada, motivando jovens e adultos de regiões mais afastadas do país a imergir na cultura nacional e internacional, contribuindo para o desenvolvimento educacional brasileiro.