ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 05/11/2019

No filme Bacurau, a cidade homônima é excluída dos mapas. Na vida real pessoas estão fora do cinema por diversos motivos; falta de renda, filhos, ou problemas geográficos. Diante da problemática de democratização deste, urge a mobilização do Estado à debelação da questão.

Baseando-se no pensamento de Hannah Arendt sobre os direitos humanos serem apenas direitos — e sabendo que a cultura é um direito essencial —, nota-se que a falta de pessoas nesse meio é caracterizada por uma dificuldade financeira ou de locomoção, desde que este não abrange a todos, assim como também não é representativo.

Outrossim, leva-se em conta que a falta de representatividade ocasiona uma alienação, que faz a parte marginal da população pensar que seu valor está dirigido ao que é mostrado, ou pago, como diria Marx. Além disso, é válido dizer que a questão mais pobre fica refém de mídias abertas, como canais televisivos.

É importante, entretanto, ressaltar as políticas privadas que tentam minimizar a problemática, tais como: salas especiais, cinemas gratuitos e sessões famílias. Abrangendo um público ainda mais marginalizado: mães de filhos pequenos e pessoas neurodivergentes.

Destarte, sabendo que cultura é um direito essencial que já fora supracitado, o Governo deve interagir a curto e longo prazo, indo além de aumentar o espaço geográfico das salas e de levar alunos ao cinema. É vital que se crie uma meia socioeconômica, relativa a pessoas de baixa renda, além de prioritários, entregando redução dos impostos às iniciativas privadas que adquirirem o hábito. Para que assim, tal qual Bacurau voltou ao mapa, as pessoas retornem ao cinema.