ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 06/11/2019
Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa, na realidade contemporânea, é o oposto do que o autor prega, uma vez que a democratização do acesso ao cinema no Brasil, apresenta barreiras aos quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de políticas públicas que visam a ampliação do cinema nas áreas mais populares, quanto a dificuldade de acesso da população com renda mais baixa. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o problema deriva da falta de atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais ocorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a baixa atuação das autoridades é notório que a construção e ampliação dos cinemas parte da iniciativa privada, sendo implantadas em áreas mais elitizadas, distantes das camadas mais populares, privando as do livre acesso. Dessa forma, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a dificuldade de acesso pela população carente, como promotor do problema. Partindo desse pressuposto é importante citar o cinema como uma grande bagagem de conhecimento e contato com a cultura. Mesmo diante do crescimento das salas de cinema, a entrada se torna inviável devido a elevados custos nos ingressos que dão direito ao acesso. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a elitização dos cinemas contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União, direcione capital, que por intermédio do Ministério da cultura, será revertido em programas que possam ampliar a construção de novas salas de cinema, não só em áreas de população com renda mais alta, mas também em áreas mais populares. Posteriormente, deve haver o livre acesso às salas de cinema, na qual possa atingir todas as camadas da sociedade. Desse modo, atenuar-se-á em médio e longo prazo, o impacto nocivo dessa problemática, e a coletividade alcançará a Utopia de More.