ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 08/11/2019
Mário de Andrade, dentro do cenário fantástico de Macunaíma, elabora uma incrível crítica ao acesso do índio às novas tecnologias e encantos da cidade de São Paulo. Fora da literatura, verifica-se que a democratização à utilização do cinema, no Brasil, caracteriza-se como impasse ainda mais nocivo à população quanto no livro. Nesse ínterim, frente à falta de acessibilidade aos pequenos territórios e provectos fatores socioeconômicos, instalou-se a problemática – gerando danos à comunidade.
De início, nota-se que a ineficácia de mobilidade às grandes telas ratifica um dos principais problemas. Neste viés, consoante a Terceira Lei Newtoniana, “Toda ação atrai uma reação”. Analogamente, com visão capitalista, as empresas priorizam a localização dos cinemas nos centros comerciais mais lucrativos, dessa forma, acarretando entraves aos indivíduos que vivem em locais afastados e banalizados. Contudo, é inaceitável que, em um país no qual a Carta constitucional prevê o direito à cultura e ao bem-estar, tal fator impulssione o obstáculo.
Além disso, também dão subterfúgios ao quadro vigente, heranças de visões negligentes. Nesta linha de pensamento, é importante salientar, infelizmente, a presença de muitos preconceitos aos povos mais desfavorecidos economicamente. Desse modo, a nação brasileira tem um dos maiores índices de pobreza na América Latina. Assim, é incoerente o alto custo aplicado aos ingressos dos longa-metragem; comprovando, destarte, os dados de que apenas 17% da população total frequenta o cinema – segundo o site “Meio e mensagem”.
Vê-se então, em suma, a posição fragilizada e alarmante do impasse. Logo, é mister que o Governo Federal, junto a ONG’s culturais, promovam projetos que levem o cinema às periferias de maneira gratuita, por meio da exposição dos maiores clássicos cinematográficos já lançados; a fito de promover a magia e a interação social que os filmes propiciam à comunidade. Somado a isso, é imperioso conceber ênfase a divulgação de campanhas midiáticas que desenvolvam a importâncias do audiovisual à cultura; viabilizando prósperos cidadãos conscientes e repletos de repertório. Isto posto, tornar-se-á uma sociedade bem desenvolvida.