ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 06/11/2019

Na obra “Dom Quixote” do escritor Miguel de Cervantes, nota-se que a ignorância tem ocasionado quadros negativos. Pois, no enredo, o protagonista apresenta uma visão distorcida da realidade, tentando, assim, combater moinhos de vento como se fossem gigantes, sendo, dessa forma, derrotado. É possível correlacionar a conduta do cavaleiro de La mancha com parte da sociedade brasileira, já que esta, por não compreender alguns dos problemas vigentes, como a falta de investimento nos cinemas do Brasil, também podem vir a sofrer algumas “derrotas”. Diante disso, é imprescindível analisar essa questão.

Inicialmente, compreende-se que a falta de investimento nos cinemas tem afastado o Estado brasileiro da sua configuração político-democrático. Isso porque, a centralização dos cinemas em áreas de classe média alta e maior infraestrutura, tem excluído as populações mais carentes e, consequentemente, privando-as do acesso ao lazer e a cultura. Dessa forma, fica evidente que o governo não tem promovido o bem-estar de todos os cidadãos, rompendo o contrato social teorizado pelo filósofo Jonh Locke.

Além disso, enfatiza-se que a aceitação da falta de investimento nos cinemas é reflexo da massificação do pensamento da sociedade. Como prova disso, observa-se a apatia da população quando se trata da universalização do cinema em cidades pequenas do interior do Nordeste, desconsiderando que os filmes exibidos podem ajuda no processo de formação de crianças e adolescentes. Esse fato vem fortalecer a teoria do filósofo Friedrich Nietzsche, posto que a falta de investigação sobre as origens das crenças tem ocasionado uma compreensão superficial da realidade e, com isso a aceitação de quadros negativo.

Convém, portanto, ressaltar que a falta de investimento nos cinemas brasileiros deve ser superada. Logo, faz-se necessário exigir do Estado, por meio de debates em audiências públicas, maior investimento em políticas que visem universializar o acesso ao lazer e a cultura as camadas mais pobres da população. Ademais, é importante informar a população, via campanhas midiáticas, sobre a importância de não se adotar uma postura resignada frente a essa problemática, para que dessa forma, se tenha uma maior mobilização coletiva em prol dessa causa. Assim, a não compreensão da realidade poderia ficar restrita à obra de Miguel de Cervantes