ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 08/11/2019

A urbanização é um processo no qual a população da cidade cresce mais que a do campo, esse fenômeno, em países emergentes, como Brasil, ocorre de modo rápido e centralizado. Assim, há a degradação da isonomia social fator que desencadeia diversas problemáticas, a  exemplo da falta de democratização do cinema público. Com isso, é indubitável que esse panorama errôneo seja corrigido pela atenuação da política segregacionista e da concentração da infraestrutura.

A priori, a política brasileira vai contra o viés igualitário, pois fomenta a monopolização do cinema.  Sobre essa óptica, o filósofo Aristóteles afirma que a política deve ser formulada pelos homens a fim de alcançar o equilíbrio social. Destarte, é incontestável que essa premissa não está sendo evidenciada sobre o contexto da democratização do cinema, visto que uma pequena parcela social tem esse benefício, sendo ela a classe média-alta brasileira. Desse modo, contrastes são definidos, heterogeinizando a população pela condição financeira, e ,sobretudo, usando o cinema, uma arte sublime, como meio para segregar classes sociais.

Outrossim, a concentração da infraestrutura priva o acesso ao cinema. De fato, menos de 20% da população brasileira vai ao cinema, segundo site “meio e mensagem”. Nesse espectro, tem-se a contribuição da criação de “shoppings centers” em áreas nobres, pois eles são polos de interações consumistas, entre a loja e o cliente, assim, empresas capitalizadas que atuam na área do cinema, como a Cinemark, visando o consumo ,escolhem, quase que totalitariamente, tais áreas. Nessa lógica, há a priorização de tais localidades, sendo que, hodiernamente, a inclusão no cinema está sendo degradada, ocasionado na seleção de indivíduos  no acesso a este benefício.

Portanto, fica claro que as desigualdades intrínsecas a sociedade acarretam na desmocratização do acesso ao cinema, vertente inaceitável.  Logo , o Ministério da Cidadania deve atuar sobre o viés cultural, a fim de disseminar o cinema para isso o órgão deve criar o projeto “cinema para todos”, com verbas do Governo Federal, para obtenção de cinemas móveis, em caminhões, que deverão transitar para zonas segregadas, levando filmes diversificados e atuais. Dessa maneira, a política poderá ser reformulada, com o intuito de tornar o cinema acessível a toda a sociedade e, com isso, trazer qualidade de vida e, sobretudo, colocar em prática o equilíbrio  idealizado por Aristóteles.