ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 09/11/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promugada pela ONU em 1948 - garante a todos os indivíduos o direito à cultura, ao lazer e ao bem-estar social. Contudo, os altos preços dos ingressos e a falta de investimento do Estado nessa área, impedem que uma parcela da sociedade desfrute do acesso ao cinema . Com isso, vale a análise de causa, persistência e possível solução para esse problema.

Mormente, é necessário ressaltar como o fato supracitado atrapalha o bom convívio social. Haja vista que, mesmo com o aumento de 120% das salas - de 1000 em 1997 para 2200 em 2019 - o Brasil ainda está distante de alcançar o êxodo nos índices de visitações, principalmente nas regiões do Norte e Nordeste. Diante disso, os baixos números de visitantes se dão pelo fato de ainda existirem poucos cinemas, dificultando o acesso a eles, e pela baixa renda dessas comunidades - que as impedem de pagar os ingressos.

Outrossim, é indubitável que, o Governo é um dos maiores culpados, pois investe muito pouco nesses programas. Segundo Hegel, filósofo germânico, " O Estado é o pai da população, e tem o dever de cuidar dos seus filhos". Nesse contexto, é notório que, o poder público deveria ser o maior financiador desse bem cultural, porém, essa não é a realidade vivenciada no Brasil.

Em síntese, é sulcrau ações necessárias para mitigar esse óbice. Ademais, o Ministério da Cultura em consonância com entidades privadas devem, por meio de parcerias com os gestores dos cinemas, reduzir o valor cobrado para assistir as atrações, com o objetivo de facilitar a participação das pessoas com  baixa renda. Por fim, os agentes citados, têm o dever de aumentar os investimentos destinados a esses espaços de lazer, a fim de inaugurar mais salas e melhorar o deslocamento da população para esses locais. Somente assim, atenuar-se-á tal problemática e os direitos propostos na Declaração Universal serão aplicados, por completo, na prática.