ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 11/11/2019

Na obra “utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, em que o corpo social é ausente de qualquer adversidade. No entanto, no Brasil hodierno, o que se observa é o oposto do que o autor prega pelo fato da falta de democratização do acesso ao cinema. Essa problemática é causada tanto pelo elevado preço cobrado das empregas exibidoras, como também, por conta da negligência estatal acerca da universalização cinematográfica.

Em primeira instância, vale salientar que, segundo o site “Cinema Perto de Você”, a média de preços cobrados para assistir um filme é cerca de 30 reais, valor muito acima do qual maior parte da população pode pagar. Dessa forma, muitos preferem ficar em suas residências e utilizar a TV como o principal meio de entretenimento, diminuindo, entretanto, o fortalecimento das relações interpessoais, como já proposto pelo sociólogo Zygmunt Bauman em sua obra “Sociedade Líquida”.

Outrossim, é imperioso ressaltar que, devido ao comportamento negligente do governo, o número de salas de cinema no século XXI é 35% menor em relação ao século XX, segundo pesquisa do site “Cinema Perto de Você”. Nesse aspecto, nota-se o quão errôneo é esse descaso governamental, visto que os campos cinematográficos não só serve para o entretenimento, pois carrega consigo diversas culturas, histórias e aprendizados.

Fica evidente, portanto, que a baixa democratização do acesso ao cinema no Brasil imprescinde medidas para reverter esse cenário. Destarte, faz-se mister que a União universalize o acesso ao cinema. Para que isso ocorra, é fulcral que o estado construa cinemas públicos, principalmente em áreas carentes, adotando, também, eventos mensais em praças, em que, através de telões, seja transmitido filmes para todos. Assim, além de democratizar o acesso ao cinema, fortalece as relações interpessoais devido aos encontros periódicos, aproximando, dessa forma, a sociedade brasileira da utopia de More.