ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 11/11/2019

A partir das peças teatrais apresentadas em Atenas, uma das cidades-Estado da Grécia Antiga, as artes cênicas passaram a encantar as pessoas que as observavam. Doravante, com o desenvolvimento tecnológico, tornou-se viável a gravação de tais cenas e reproduzi-las várias vezes e para um público cada vez maior, nas salas de cinema, para efeito de demonstração. Não obstante, tal benefício da modernidade ainda não é acessível a todos, devido não só ao alto custo para assistir, mas também pelo difícil acessos a esses meios devido a a grande distância para chegar até eles no Brasil.

Decerto, no que se refere às questões relacionadas ao valor cobrado por pessoa para poder ver a um filme inédito, é possível afirmar que um dos principais é a inviabilização dessa prática de lazer. Prova disso, segundo uma pesquisa disponível no site Sua Mensagem, é que menos de 20% dos cidadãos brasileiros vão a esse ambiente de apresentação. Dessa forma, fica claro que essa ainda é uma atividade de cunho elitista, o que desfavorece a população menos abastada do país, quanto à oportunidade de ter acesso a esse tipo de cultura da mesma maneira que a pequena fração mais rica.

Vale ressaltar, também, que outro embate no que tange à democratização da acessibilidade ao mundo cinematográfico no Estado é a concentração de empresas do ramo em grandes cidades. Fato esse, evidenciado no interior do Ceará, por exemplo, em que na região Centro-Sul, apenas o Juazeiro do Norte dispõe dessa maravilha da contemporaneidade, de acordo com a rede Cine, o que provoca um deslocamento que agrega gastos para além do ingresso. Consequência disso, mais uma vez, o público jovem e sertanejo são penalizados, o que os forçam a esperar pela divulgação dos filmes tão esperados ou na internet ou na televisão, muitas das vezes já sem toda a expectativa devido aos “spoilers” vistos até que realmente os assistam.

Portanto, faz-se necessário realizar medidas que expandam a oportunidade de ir ao cinema no território nacional. Para tanto, cabe ao Governo Federal disponibilizar mais verbas para o Ministério da Cultura, por meio do redirecionamento de gastos menos influentes para o povo, como o realizado com propagandas governamentais, para que em médio e longo prazo, se possa construir mais salas públicas pelas áreas mais internas dos estados e com um custo reduzido, afim de favorecer o acesso a essa atividade lúdica entre as pessoas mais pobres dessa nação de tamanho continental.