ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 11/11/2019
Luz, câmera, ação! São os comandos que representam o início das gravações de um filme. E a realização de uma filmagem, por sua vez, é o Gênesis do processo cinematográfico. A expectativa dos produtores é de que o filme obtenha a melhor bilheteria possível - e por que não bater um Record? No entanto, para que tal fenômeno ocorra, um grande público precisa estar presente, obviamente. Todavia, veremos adiante o porquê de não ser tão simples assim, na nossa realidade.
Dados divulgados pela Agência Nacional de Cinema, em 2019, revelam que há uma grande concentração de salas onde a população possui maior poder aquisitivo. Tal fato por si só já é uma entrave a essa forma de lazer e cultura. Os valores praticados, por sua vez, não são nada convidativos: uma família grande, por exemplo, necessita desembolsar uma quantia significativa caso queira assistir uma sessão, mesmo que seja em locais mais populares, fator que desencoraja a diversão. A pesquisa do site “Meio e Mensagem” endossa essa realidade: apenas 17% da população frequenta cinema.
A obra audiovisual “Coringa”, em exibição atualmente, em uma cena bem peculiar, ilustra a questão da democratização do cinema: o milionário Thomaz Wayne financia uma sessão beneficente do clássico “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin. Dito isto, é realmente necessário que os cidadãos frequentem cinema por benevolência ou em escassas oportunidades? Afinal, como poderiam torná-lo acessível a todas as pessoas?
Uma boa saída seria a redução dos valores dos ingressos. Além disso, por meio de programas de incentivo ao público; de subsídios governamentais e também da construção de complexos em locais onde não exista cinema. Como diz a canção do grupo Titãs “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte (…) A gente quer saída para qualquer parte”. O cinema é a saída para o mundo. O cinema é o mundo. E todos merecem fazer parte dele.