ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 16/11/2019
A Constituição Federal de 1988 dispõe, no artigo 5º, o seguinte: “Todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza, garantindo aos brasileiros, a inviolabilidade do direito à vida, à igualdade, à liberdade”. Entretanto, o acesso ao cinema está restrito há uma parcela da população brasileira, violando dos demais à igualdade e a liberdade constituída por lei. Tal fator é decorrente da negligência estatal e educacional, os quais fortalecem à desigualdade ao acesso de salas de cinema, no Brasil.
Em síntese, destaca-se a negligência do Estado, quando este não oferece o acesso igualitário à população. Segundo o sociólogo e antropólogo fransês Émile Durkheim, em uma análise comportamental do indivíduo em sociedade, afirma que a forma de agir, pensar e sentir é fruto do meio no qual vive. Neste sentido, ao analisar a forma ágil do Estado nota-se que ele não promove condições sociais adequadas aos indivíduos, porque os investimentos em infraestruturas em locais distantes dos centros urbanos são reduzidos. Assim, não há implantações de empresas que oferecem sala de cinema, negando a esses a igualdade constituída por lei.
Outrossim, destaca-se a negligência educacional, haja vista que as instituições de ensino reduzem as intervenções diversificadas de ensino e aprendizagem. De acordo com o filósofo alemão Theodor W. Adorno, ao explanar o processo educacional, considera a educação como o segundo nascimento do ser humano. Porém, as escolas não estão submetendo seus alunos ao ressurgimento quando faz uso de antigas práticas pedagógicas, tais como o uso de píncel e quadro branco. Portanto, a implantação de práticas pedagógicas aliadas a filmes contribui para ampliação na busca por locais de cinemas; libertando a razão do indivíduo.
Destarte, a democratização do acesso ao cinema no Brasil tem intríseca relação com a negligência estatal e educacional. Por isso, é importante que o Governo Federal disponibilize mais investimentos para as regiões distantes dos centros de concentração financeira, principalmente na área de infraestutura e na diminuição na capitalização das empresas de cinema, a fim de promover a igualdade social no país. Ademais, as escolas devem promover campanhas, palestras que abordem a importância de associar filmes com conteúdos didáticos, com o intuito de incentivar indiretamente a busca por locais com salas cinematográficas contribuindo para a libertação racional.