ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 14/11/2019
Segundo o diretor Martin Scorsese, autor de obras como “Cassino” e “Ilha do Medo”, o acesso ao cinema “é um direito de todos”. Porém, não é isso que representa a realidade dos dias atuais: ao longo do tempo os shoppings ficaram cada vez mais elitizados e o preço para ver um filme chega a R$30,00. Caso a pessoa queira junto um pacote pipoca, o preço chega a R$50. Considerando a realidade financeira da maioria da população, mostra-se necessária uma revisão de conceitos para abrir o setor cultural do acesso ao cinema e torná-lo mais acessível.
Nesse contexto, o cinema começou a se desenvolver cada vez mais a partir de 1920: abriam-se enormes estacionamentos com telas gigantes e a população pagava um preço justo para entrar com o carro, estacionar e desfrutar o filme. Após a Primeira e Segunda Guerras Mundiais, filmes de guerra com aviões ganharam espaço e grandes produções milionárias começaram a ser feitas com apoio de poderosos estúdios de cinema, como “MGM” e “Paramount”. Inclusive, durante a Segunda Guerra Mundial, os Nazistas, por meio de seu Ministro de Propaganda, “Joseph Goebbles”, utilizaram o cinema para manipular as massas alemãs e faziam grandes festas. E foi justamente nessa época de grandes produções e grandes festas de gala que o cinema começou a ganhar status e ser elitizado, isto é, nota-se que os telespectadores começaram a ser selecionados, fato que está presente até os dias de hoje.
Entretanto, já em outro contexto, por mais que o acesso ao cinema tenha ficado mais restrito, atualmente órgãos cinematográficos têm incentivado a produção, divulgação e transmissão de filmes independentes abertos à população com ingressos mais baratos ou até gratuitos e diversos cinemas têm aberto suas portas com promoções e descontos, especialmente filmes brasileiros e clássicos do cinema mundial, como desenhos antigos da Disney.
Portanto, o acesso ao cinema ainda é restrito, mas já houve avanços. O Ministério da Cultura em conjunto ao Ministério do Desenvolvimento podem promover campeonatos e gincanas que abordem o cinema e que incentivem mais ações filantrópicas por meio de abertura de cinemas públicos de rua e que sejam bancados com fundos de parcerias do Governo e do setor privado, para incentivar o retorno de parte da população “às telas”. Nesse sentido, Freud diz que “sonhos são desejos”, e a população certamente se beneficiará ao sonhar mais e desejar ter a vida mais alegre e motivada com a ajuda das maravilhas do cinema.