ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 16/11/2019
No Estado Novo, Vargas — ex-presidente — utilizava de seu poder para censurar culturalmente diversas obras cinematográficas não condizentes com seu alinhamento político. Sob essa perspectiva, na pós-modernidade, a democratização do cinema ainda se contrapõe as questões de socialibilidade aos brasileiros. Destarte, a segregação social, cuja consequência é o isolamento cultural contribui para a continuidade desse ímpasse.
Preliminarmente, é oportuno destacar a falta de salas de cinema em locais de baixa renda. Tal constatação pode ser creditada a Ancine, a qual mostra em pesquisas o crescimento desigual de exibições de filmes na história do país, esse ocupando 60º lugar na relação de habitante por sala, ocorrendo de forma concentrada em áreas elitistas das grandes cidades. Logo, tamanho desmazelo cultural constitui a privação do compartilhamento de obras cinematográficas com pessoas sem condições finânceiras para ter acesso a um meio informacional bastante pertinente na conteporâneidade.
Ademais, é lúcido analisar o distanciamento e seu isolamento social em meio a cultura. Em consonância a isso, o filósofo grego Aristóteles, diz que o homem é um animal político e precisa estar conectado a sociedade por todos meios possíveis — cultural e político — para atingir a felicidade. Desse modo, trata-se da obstrução de um direito de todo ser humano, pois é essencial para o seu bem estar adiquirindo conhecimento diversificados proporcionados pela arte cinematográfica, os quais os tornarão mais informacionados em relação ao meio social vigente.
No tocante a essas circunstâncias adversas, urge, por conseguinte, o Governo Federal conjunto o Ministério da Cultura, criar salas de cinemas em áreas de baixa renda, com equipamentos confortáveis e modernos para a população que não tem condições monetárias, no intento de democratizar a estrutura cultural do país. Outrossim, paralelamente, criação de ONGs para realizar mutirões, utilizando de projetores, para construir pequenas salas as quais possam reproduzir filmes para os moradores com o intuito de gerar lazer e diversão para essas pessoas. Sendo assim, parafraseando o historiador George Shaw, não há progresso sem mudanças