ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 16/11/2019
A construção da história se dá por meio de acontecimentos. Revoluções, guerras, manifestações, expressões dos mais variados tipos: artística, intelectual, científica e etc. Percebe-se nisso tudo a busca do homem por expandir os seus limites: territoriais, como no imperialismo; intelectual e político, a exemplo do iluminismo; social, ao estabelecer relações com os demais indivíduos de uma sociedade; e também no que se refere aos seus direitos. Segurança, saúde, educação, direito à vida. Essas, indubitavelmente, são questões de extrema importância. O acesso à cultura, entretanto, deve ser assegurado a todos e não pode ser visto como algo supérfluo. É direito.
Segundo o iluminista John Locke, em sua teoria da tábua rasa, a mente humana é uma folha de papel em branco. Consoante a isso, as experiências de cada indivíduo servem para escrever sua própria história, constituindo aquilo que ele é e sua visão de mundo. A arte foi a maneira usada pelo homem para se expressar através da dança, do teatro, do canto, da pintura, e também do cinema, sendo este último aquele que representa de maneira mais abrangente a inovação tecnológica, artística e cultural. Sendo assim, é indispensável democratizar o seu acesso.
O governo do Estado de Pernambuco, em parceria com o SESI, através do projeto CineSesi Cultural, tem levado o cinema através da exibição de filmes em praças e parques de cidades do interior. Esse é, portanto, um bom exemplo atual de democratização do acesso ao cinema e que poderia ser expandido a nível nacional.
De acordo com dados do IBGE, em 2018, 70% dos brasileiros tinham acesso a internet e a maioria acessava a grande rede por meio de celulares. Ainda segundo o instituto, os aplicativos de filmes e séries aparecem em segundo lugar entre os mais usados. Em um mundo globalizado, é preciso alcançar as pessoas onde elas estão.
Desta forma, cabe ao Governo brasileiro, através de projetos como o CineSesi, expandir o acesso gratuito ao cinema nas cidades do interior do país e no subúrbio das grandes cidades, onde o poder econômico costuma ser menor e dificulta o acesso não apenas ao cinema mas às demais programações culturais. Outrossim, no âmbito da internet, seria interessante a criação de um acervo público com filmes, alcançando assim os usuários conectados à internet.