ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 19/11/2019

Consoante ao princípio da ação e reação, redigida pela mecânica clássica, que por sua vez foi alvo de estudos de Isaac Newton, subentende-se que toda interação entre dois corpos fornecem uma ação e reação, de mesmo módulo e direção, porém com sentidos opostos. De maneira análoga, em um contexto da sociedade contemporânea, observa-se que, o moderado, mas crescente percentual de brasileiros que participam das exibições de cinema gera uma ação sob o meio em que vivem. Dessarte, seja pela insuficiência estatal, ou pela restrita economia dos indivíduos, a pouca atenção que esse meio de entretenimento possui gera uma reação representada como um atraso.

Em primeira análise, é lícito postular que a ineficiência estatal em promover o fácil acesso as salas de cinema gera uma barreira cultural exposta. Esse fato ocorre pois há uma descentralização geográfica na criação desses parques. Nesse sentido, há um privilégio para determinadas regiões receberem a construção desses estabelecimentos, dificultando a entrada de indivíduos de regiões mais afastadas. Prova disso é a posição do Brasil no ranking que relaciona os habitantes por sala de cinema, que segundo a agência nacional do cinema (Ancine), gira em torno do 60º lugar.

Sob outro prisma, a restrita renda dos indivíduos que almejam frequentar esse tipo de entretenimento refletem negativamente no quadro de crescimento desses parques de exibição. Esse cenário se dá, pois esse tipo de entretenimento ainda possui uma grande limitação que se extende por década. Evidenciando que, os cinemas sendo parte da renda de um país, ao possuir um baixo investimento, o leva a uma baixa movimentação de retorno financeiro, consequentemente, há um baixo número de rotatividade de emprego, pois não há criação de novos estabelecimentos. Depreende-se, portanto, que um investimento mais justo irá gerar uma melhoria que afeta o corpo populacional e governamental como um todo. É interessante que haja uma maior ação em conjunto do ministério público e organizações privadas, de forma que haja uma grande exploração do potencial desses estabelecimentos. Com a formação de novas salas de cinema em áreas mais carentes e zonas menos exploradas anteriormente, podendo ser desde escolas até eventos gratuitos, para haver um retorno mais satisfatório sobre o investimento. Ademais, o governo somará forças com uma população mais inserida ao mesmo meio, com um acesso as salas de cinema mais justo, havendo ações e reações positivas com tais caminhos seguidos.