ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 08/12/2019
Ao falar sobre cinema, é comum remeter aos Estados Unidos durante a década de 1920: pessoas vestidas com roupas luxuosas e pagando altos valores para apreciar essa arte que se expandia pelo mundo. Não obstante, ao analisar o Brasil hodierno, é indubitável que a democratização do acesso ao cinema representa um desafio a ser enfrentado por uma sociedade segregacionista e que abstém-se de medidas eficientes para solucionar o impasse.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a desigualdade social é muito presente na realidade brasileira, tornando a arte um privilégio para poucos. Além disso, os preços altos cobrados sobre os ingressos dos cinemas contribuem para a exclusão social, visto que não há um número adequado de cinemas públicos para comportar a população periférica.
Ademais, o Poder Público brasileiro pouco investe em arte e a população quase não cobra, já que não tem os conhecimentos necessários para entender a importância dela, em virtude do falho ensino brasileiro. Por isso, é importante que a educação sobre o tema seja de qualidade e igual para todos.
Depreende-se, portanto, que providências são fundamentais para a configuração de uma nova realidade. Segundo o filósofo Émile Durkheim, são os processos educacionais que contribuem para o funcionamento da sociedade. Sendo assim, para que o acesso ao cinema seja democratizado, cabe ao MEC criar, por meio de verbas governamentais, o programa “Cinema Popular”, que deve educar os alunos de escolas públicas sobre a importância do cinema (utilizando-se de cartilhas, livros e apostilas a serem distribuídos nas aulas de artes) e levá-los a praças públicas reservadas para a exibição de clássicos nacionais e internacionais. Somente assim, os menos privilegiados poderão ter acesso à arte do cinema e a sociedade se distanciará da ditadura elitista ocorrida nos E.U.A.