ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 04/04/2020

É fato que o cinema, como influenciador dos repertórios socioculturais, agrega valores sentimentais aos cidadãos que os entretêm, de modo a preencher os diversos parâmetros que compõem a vida humana, direcionados, por exemplo, ao conhecimento e saúde mental. Tal personificação, quando vista de forma abrangente, aos padrões da nossa atual sociedade, demonstra que uma parcela da população é privada de receber o acesso cinematográfico, mesmo possuindo os mesmo direitos presentes em nossas constituição, por possuírem menores condições econômicas. Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro, intrinsecamente ligado a aspectos que visem a melhora do acesso ao cinema integral.

É importante ressaltar, em primeiro plano, que o cinema é um importante meio de registrar a existência dos seres, transpondo a realidade individual de cada um, ocasionando em benefícios sociais e culturais, visto que através de diversos gêneros (ação, documentários, etc), garante a oportunidade de os telespectadores se enquadrarem a aspectos originais, baseados em suas ideologias. O acesso a este, infelizmente, não é total. Segundo dados do site Meio e Mensagem, apenas 17% da população frequenta salas de cinema. Este cenário, muitas vezes, envolto de falta de investimentos e planejamentos em tecnologia, infraestrutura e baixa capitalização de recursos por parte do governo, gera uma exclusão social, impossibilitando o acesso a população que mora em lugares distantes dos centros urbanos e que possuem menores condições econômicas.

Cabe mencionar, em segundo plano, que a democratização do acesso aos meios cinematográficos ainda se encontra em processo de evolução, visto que ainda é privilegiado a áreas de elite nas grandes cidades. A Constitucionalização Brasileira da o direito a todos os cidadãos de ter acesso a este meio e, portanto, essa questão tem de ser revista, para que todos tenham aproximação a um meio cultural que possibilita a melhora na saúde física e psicológica, diminuindo casos de distúrbios psicológicos, como ansiedade e depressão e aumentando as possibilidades de abranger a diversidade sociocultural.

Infere-se, portanto, que o governo, juntamente com o ministério da cultura, deve investir em patrimônios culturais, em especial, o cinema, por meio de verbas de impostos públicos, beneficiando áreas sem acesso a este tipo de entretenimento e promovendo, assim, o equilíbrio entre os direitos individuais e coletivos em um sistema equânime de igualdade social.