ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 23/03/2020

Inegavelmente, o Romantismo, movimento literário evidenciado outrora no país, que apresentava as fraquezas e o egoísmo humano perante o amor, pode ser facilmente classificado como o “queridinho” das telas de cinema. Por vezes, nos prendemos à crença de que o cinema é apenas entretém para a população, quando, na verdade, significa muito mais para a nação. Fato é que não nos permitimos enxergar o papel fundamental do cinema para a educação brasileira e as razões que retardam o avanço cinematográfico do país. Desse modo, o acesso ao cinema se torna uma problemática a ser discutida.   Precipuamente, desde a Antiguidade, o Império Romano já utilizava do chamado “Pão e circo” como forma de mascarar realidades sociais que o Governo deixava a desejar, fazendo com que a população, através do entretenimento, esquecesse momentaneamente tais problemas. Nos dias atuais, podemos evidenciar o lazer e a diversão presentes no cinema, mas é errôneo afirmar que os filmes só podem oferecer isso. No perpassar dos anos, os métodos educacionais também se desenvolveram de forma gradativa, a fim de acompanhar os novos recursos tecnológicos, assim, é possível afirmar que o cinema é um dos grandes responsáveis por agregar diversos conhecimentos na população. Cada vez mais, as escolas utilizam de filmes e documentários para ilustrar os assuntos abordados em sala de aula. Em diversos âmbitos da vida acadêmica, o aluno pode destacar-se pelo costume de assistir filmes, porém, é notório que o Governo não instiga tal ação o que, mais tarde, tende a prejudicar os jovens do país.       Posteriormente, é válido ressaltar que com o Êxodo Rural, movimento fortificado com a chegada da Coroa Portuguesa ao Brasil e que levou milhares de pessoas a abandonarem a vida nos campos para reconstruírem nos centros urbanos, o país sofreu, muito cedo, os prejuízos do inchaço populacional e a falta de infraestrutura nas grandes cidades. Tais consequências do movimento perpetuam até a contemporaneidade, o que faz com que o país adie, com veemência, os investimentos no que tange a cultura cinematográfica. O Brasil que não produz tão fortemente quanto outros países, acaba perdendo a oportunidade de lucrar da mesma forma que eles, além de não elevar os costumes da sociedade brasileira para as grandes telas estrangeiras. Nesse viés, estamos destinados a permanecer em uma colocação medíocre ao se tratar da presença da população nas salas de cinema.

Por conseguinte, cabe ao Governo, juntamente ao Ministério da Educação e Cultura, facilitar o acesso da população aos cinemas, além de instigá-los. Seja por meio de exibições mais atrativas à sociedade ou por meio de campanhas que visem conscientizar em campo escolar a importância de aderir tal hábito, para que, dessa maneira, os jovens sintam-se interessados na cinematografia e obras, como, por exemplo, aqueles que relatam a história do país, fazendo com que esta perpetue na nação.