ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 16/03/2020
Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), as invenções tecnológicas e científicas passaram a crescer exponencialmente, e, quem geralmente usufrui dessas criações, até hoje, são as classes sociais mais altas. Com o cinema no Brasil não foi diferente: os preços altíssimos dos ingressos e a falta de infraestrutura em periferias limitam o acesso dos menos privilegiados. Sendo assim, a problemática deve ser resolvida.
Segundo dados do site “Meio e mensagem”, de 2019, apenas 17% da população frequenta os cinemas. Com o crescimento urbano após a segunda metade do século XX, foram construídas mais salas nestas áreas, excluindo socialmente os locais afastados do centro. Ademais, a presença da população pobre nos “shoppings”, geralmente, não é bem-vinda: o racismo estrutural e o preconceito sofridos por essas pessoas afastam-as desses espaços, o que favorece a imagem de que elas têm menos direitos do que os cidadãos ricos e incentiva a discriminação.
Além disso, sabe-se que a grande maioria dos filmes em cartaz no Brasil é estrangeiro. Assim, a desvalorização do cinema nacional também constitui um problema, pois os longas que vêm do exterior são mais caros do que as produções brasileiras, o que aumenta o custo do ingresso para o telespectador. Dessa forma, o cinema se torna um bem de consumo apenas das elites e impede que a população como um todo tenha acesso ao lazer e à cultura, como previsto por lei.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. De início, o Governo Federal deve investir maior parcela dos impostos na construção de salas de cinema em áreas rurais e periféricas, com preços acessíveis à população, com a finalidade de incluir o público a essa área. Secundariamente, os cinemas brasileiros devem reservar maior porcentagem das salas para obras nacionais, a fim de incentivar os produtores e a população a apreciar esse trabalho. Assim, o processo de democratização do acesso ao cinema no Brasil se iniciará.