ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 22/03/2020
No século XVIII, o movimento iluminista trazia consigo o lema de liberdade, igualdade e fraternidade, para todos os indivíduos, buscando maior harmonia interpessoal. Sob tal óptica, e de maneira antagônica ao período histórico exposto, dispondo a sociedade brasileira como exemplo, onde se expandem cada vez mais as barreiras socioculturais, a democratização do acesso ao cinema é um claro desafio, tanto graças a negligência governamental em lidar com o caso, quanto a falta de organizações e projetos para beneficiar a população segregada desse bem cultural.
Primordialmente, é crucial relevar a desconsideração estatal sobre o caso. Segundo o IBGE( Instituto Brasileiro de Geografia Estatística),cerca de 87% dos cidadãos não têm acesso as grandes telas. De acordo com o filósofo inglês Thomas Hobbes, o Estado deveria ser a instituição primordial para reger as relações humanas, algo que de modo arcaico e segregacionista não ocorre nacionalmente, fato evidenciado pelos milhões que não usufruem desse direito.
Outrossim, vale ressaltar os Direitos Humanos, que garantem em tese equidade entre os seres, perante a sociedade em que vivem. Tal documento tornam praticamente obrigatórias vias para que a igualdade seja atingida no corpo social. No caso do Brasil, inexistem quaisquer projetos ou ONGs que buscam democratizar a cultura, ou torná-la mais acessível a grande parcela populacional que é privada desse recurso.
Fica evidente, portanto, que para a resolução desse notório empecilho, o Governo, e Deputados Federais, por meio de maior liberação fiscal, invistam nas salas de entretenimento cinematográfico das regiões mais desfavorecidas, como o Nordeste, por exemplo. Além disso, é viável serem criados locais que cobrem um baixo custo para serem acessados, visando beneficiar as pessoas que nunca desfrutaram desse intrínseco merecimento público. Somente assim será possível combater a desigualdade desse viés e, ademais, homogeneizar a liberdade, igualdade e fraternidade, proposta pelos iluministas há mais de 300 anos, que ainda é irregular no mundo contemporâneo.