ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 14/04/2020

Promulgada em 1988, a constituição federal brasileira, assegura o alcance a cultura como direito de todos os cidadãos. No entanto, se observa na sociedade contemporânea o oposto do que o documento prega, uma vez que, há uma falta de democratização do acesso ao cinema no Brasil. Esse cenário antagônico é fruto tanto do elevado custo do bilhete de entrada as salas de culturas virtuais, quanto da má distribuição geográfica pelos hemisférios nacionais. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o baixo índice de acesso aos cinemas, deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Confucio, a cultura está acima da diferença da condição social, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de investimento em tal  âmbito e o exacerbado custo dos ingressos aos cinemas promove barreiras, as quais faz com que a sociedade não possa usufruir dessas belas fontes culturais, o que acomete em uma parcela da população brasileira com intolerância cultural e baixo senso crítico, o que perpetua em um mau desenvolvimento social. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar à má distribuição das salas culturais, pelos territórios brasileiros como promotor do problema. De acordo com o IBGE, apenas cerca de 10% dos municípios brasileiros possuem cinemas. Partindo desse pressuposto, há uma imensa necessidade de construção de tais edifícios. Tudo isso retarda a resolução desse empecilho já que a maioria dessas virtudes estão localizadas nas grandes capitais brasileiras, dificultando assim o acesso dos moradores de pequenas cidades o que contribui para perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o problema na sociedade brasileira. Portanto, necessita-se urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital, que por intermédio do Estado, será revertido em expansão e construção de cinemas públicos, através de politicas que visem direcionar a construção dessas salas gratuitas em locais com maior precariedade financeira e expansão em regiões com menor disponibilidade desses recursos, como o Nordeste. Dessa forma, atingirá a maioria da população e praticamente todos terão acesso a cultura, tornando-se um maior numero de pessoas com senso crítico e um melhor desenvolvimento social. Atendendo assim as normas previstas na Constituição federal de 1988.