ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 12/04/2020

Em relação à democratização do acesso ao cinema no Brasil, pode-se enxergar uma clara distinção entre as camadas da sociedade que tem oportunidade de participar deste meio cultural. Seja pelo preço, meio social onde as salas se localizam ou até mesmo a dificuldade logística, apesar do crescente número de salas de cinemas no Brasil, boa parte da população fora do eixo das classes mais ricas do Sul-Sudeste não tem acesso à Sétima Arte.

Primeiramente, o custo de ir ao cinema é absoluto, igual para todas as pessoas. O que isso quer dizer? Pegando o custo do deslocamento, ingresso, refeição e quaisquer outros gastos relativos ao “passeio”, temos que essa despesa é muito mais significativa para aqueles que possuem uma renda inferior. Pensando em uma equação, o numerador se mantém para diferentes denominadores.

Outro ponto relevante é o fim do cinema de bairro, aqueles bem famosos nas décadas de 70 e 80, que junto com a igreja e a praça central, compunham a paisagem obrigatória da maioria das cidades interioranas. Devido aos custos para sua manutenção e pouco retorno, dificilmente conseguimos encontrar alguma sala remanescente que esteja aberta.

Por conseguinte, temos o binômio custo x localização, que podem ser consideradas as principais causas dessa desigualdade de acesso. E ambas podem ser atenuadas com a mesma medida: Investimentos. O Governo Federal, através de parcerias com as Secretarias de Cultura Estaduais e Municipais, deverá incentivar a abertura de novas salas, por meio de investimento direto ou isenção fiscal, de modo a atingir o maior território possível no país. Além disso, criar subsídios para a população mais carente, fazendo com que a relação “custo/renda” seja igual para todos, Afinal, como principal norte das relações constitucionais no nosso país, “devemos tratar de maneira igual os iguais, assim como de maneira desigual os desiguais”.