ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 17/04/2020
Escutar a frase “Luz, câmera, e ação!” é impossível não associar a arte do cinema, que desde o início de sua popularidade tem o papel de entreter, criticar, e conscientizar a população. Há exemplo do filme “Tempos Modernos” de 1936 estrelado por Charles Chaplin, que tem como objetivo criticar a sociedade da época por causa das consequências da Revolução Industrial. Entretanto,é válido salientar que a cultura do cinema não é experimentada por todas as pessoas, devido a problemas como a desigualdade social e a falta de inclusão para com quem precisa de serviços especiais como os surdos e cegos.
Primeiramente, é fato que a desigualdade social desencadeia uma série de problemas, como por exemplo a falta de acesso a formas de cultura, como o cinema. Os espaços destinados a eles em sua maioria são em lugares de difícil acesso a população mais pobre, longe das periferias e se localizam nos bairros centrais das cidades, geralmente em shopping centers. Além do mais, o valor cobrado pelas empresas privadas dos ingressos, lanches, se torna inviável para o acesso da população mais carente, que desse modo, busca por opções mais baratas para o lazer.
Ademais, a falta de serviços para quem precisa de atendimento especial, dificulta a democratização do seu acesso. Os filmes reproduzidos nas salas de cinema não são criados para atender o público dos surdos ou cegos por exemplo. O acesso as salas, a compras de lanches e ingressos gera mais transtorno para que tem alguma necessidade especial. Desse modo, fazem com que esse público não seja frequente nesses espaços por falta de inclusão social.
Infere-se, portanto, que medidas para alcançar a democratização do acesso ao cinema sejam realizadas. O Ministério da Educação e Cultura em parceria com as empresas privadas devem criar espaços destinados ao cinema nos bairros mais periféricos, a fim de aproximar o público mais carente dessa forma de arte. Se faz necessário também um acordo para diminuir os valores cobrados do público por essas empresas para quem for de baixa renda com a finalidade de encontrar um preço justo e acessível para ambos. Além do mais, deve ser papel do Estado a fiscalização dos espaços destinados aos cinemas ja existentes para que sejam adotadas medidas para inclusão dos portadores de necessidades especiais, como por exemplo salas planas para a maior facilidade de locomoção dos cegos, e filmes com legendas obrigatórias para os surdos. Logo, a longo prazo a cultura do cinema estará ao alcance de toda a sociedade.