ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 19/04/2020
O Brasil, embora seja considerado a 8ª economia mais rica do globo, segundo dados do FMI, ainda “patina” no que tange à democratização do acesso à cultura, a exemplo dos cinemas. Nesse contexto, muitos brasileiros não conseguem frenquentar às “telinhas”, constituindo um entrave à fruição das garantias fundamentais estabelecidas na Carta Magna de 1988. Convém, portanto, analisarmos as causas desse triste fenômeno em nossa sociedade.
Em primeira análise, cabe discutirmos sobre a desigualdade sócioeconômica no país. Nesse ínterim, de acordo com os dados do BIRD, 70% das famílias brasileiras, na maior parte da nação, auferem rendimentos mensais de até um salários mínimo, enquanto 1% delas concentra 20% de toda a riqueza nacional. Assim, torna-se claro entender qual será a prioridade daquelas famílias: comprar comida e pagar as contas básicas. É inadmissível, pois, aceitar que em um país tão rico, seja necessário escolher entre comer ou “pegar” um cineminha!
Além do mais, as franquias de cinemas concentram-se mais nas capitais, onde também há mais pessoas com renda compatível com os valores absurdos cobrado pelos ingressos nesses estabelecimentos. Logo, em muitas cidades do interior, além de praticamente não existir um “cineminha” para ver os filmes mais badalados de Hollywood, a disparidade de renda ainda é maior, com mais indivíduos na base da pirâmide social. Ou seja, além das dificuldades de consumir o serviço devido aos preços elevados, é preciso ter a “sorte” de morar numa capital para assistir a mais nova película da Disney.
Impede, destarte, ação governamental para ampliar a frequência nos cinemas do país. Nesse setindo, urge mais investimento estatal no setor através de incentivos fiscais para empresas instalerem salas de cinema em município menores, além da execução de descontos nos ingressos comprados pelas famílias registradas no CAD único/ bolsa família. Dessa forma, espera-se garantir ao cidadão o direito à cultura e ao lazer.